Antes de mais nada, temos novidades no blog: um novo autor – Max. O Max é meu amigo de colégio. Nos reencontramos recentemente em uma “reunion” do colégio e desde então temos trocado figurinhas sobre nosso passatempo predileto: VIAJAR!
Achei que o blog poderia melhorar muito com as dicas e vivências dele, além das fotos incríveis que ele costuma tirar e então o convidei para fazer parte. Felizmente ele aceitou e em breve teremos novos posts escritos por ele.
Anúncios feitos, vamos ao que interessa: viajar. Tinha prometido um post sobre overbooking. Overbooking é sinônimo de pesadelo para todo viajante, seja o motivo da viagem.
Mas, overbooking poder ser bom? A resposta pode animar a alguns: Sim, overbooking pode ser bom mas depende da companhia.
Vamos começar pelo começo: O que é exatamente overbooking? O overbooking é uma prática usual na aviação civil mundial e acontece com base na estimativa de ausências das companhias. Funciona assim: após a compra do bilhete aéreo, você, passageiro tem até um ano para remarcar as passagens. Acontece que “aparentemente” muitos passageiros faziam a reserva e não compareciam, causando prejuízos às empresas aéreas que decola com assentos vazios mesmo tendo demanda na espera (coitadinhas! Nem ganham dinheiro mesmo!).
Dessa forma, as empresas aéreas adotaram o procedimento de “vender” mais assentos no avião na certeza de que haverão “no shows”. Assim o overbooking ocorre quando um número maior de passageiros caracterizados como prováveis "no show" (aqueles que fizeram a reserva mas não comunicaram que não iriam embarcar) efetivamente comparece para o embarque. Com isso, você não encontra lugar disponível.
Bem, utilizando um jargão futebolístico, a regra é clara: em caso de overbooking a empresa aérea deverá acomodar o passageiro no vôo seguinte para o destino estabelecido, arcando com todos os gastos do passageiro com alimentação, transporte, hospedagem e comunicação até o efetivo embarque (Dica: Guarde todos os recibos e comprovantes para o caso a empresa se negue a ressarci-lo!).
Infelizmente, em voôs nacionais, sabemos que essa realidade somente inclui a parte de remarcação do vôo seguinte para o mesmo destino mas isso não é justo, razão pela qual, muitos consumidores prejudicados pelo overbooking decidem entrar com ações em juizados de pequenas causas (em função do valor do prejuízo) para tentar o ressarcimento pelas vias legais.
No exterior a coisa é um pouco melhor: algumas companhias costumam acomodar os passageiros em hotéis, fornecendo hospedagem, alimentação e transporte durante o tempo de permanência do viajante enquanto outras (aquelas que preferimos), além de fornecer tais serviços, ainda pagam indenização. A Ibéria é uma delas. Apesar do avião não ser lá essas coisas e voar com essa companhia tenha suas desvantagens (a comida é uma), fui agraciada com uma indenização de (pasmem!) 600 euros em cash, na hora, além do voucher para um hotel 4 estrelas para ficar por apenas 10 horas! Outras pessoas que voaram com Ibéria, foram realocadas, no mesmo vôo, para classes superiores (executiva ou primeira classe). Em resumo, pelas experiências que tive e de pessoas que conheço, minha recomendação é que voem de Ibéria (ah voando de Ibéria também tive bagagem extraviada que foi entregue no hotel indicado dentro do prazo prometido!).
Mas o resumo da conversa é: conheça as políticas de ressarcimento das companhias e, principalmente, conheça seus direitos e exija que eles sejam respeitados (dica de advogada!). E fica minha torcida por bons overbookings para todos, e muitas indenizações em cash para gastar no free shop!
Até a próxima viagem!
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
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